sexta-feira, 30 de junho de 2017


É tão difícil se manter arrogante;
Então porque isso soa tão importante?

Você sempre fere alguém,
Quando está ferido.

Quanta dor,
Que desperdício.

E eu ainda a pensar,
A cabeça diz que não vai aguentar,
O corpo começa a reclamar,
Até os olhos se reviram por esta forma de rimar.

Era noite,
Mas começou a tarde,

Advindo das coisas da manhã.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

quando eu morrer

Não,
não consigo gostar que venha me ver.
Penso que seria melhor
se o fizesse só quando eu morrer.
Ao menos nessa ocasião,
saberei o que vai dizer,
e isso não vai nos ferir.
Quando eu morrer,
serei o perfeito caso perdido,
alguém muito bom,
um pouco esquisito.
Sem mais obrigações,
que acabariam comigo.
Quase aceitarás o meu não
e o meu "é impossível.
Quando eu morrer,
falará coisas boas sobre mim,
e irá jurar que me ajudaria
em tudo o que eu precisasse.
Essa ideia é agridoce,
fico feliz por imagina-la,
sua companhia seria valorosa,
infinitamente valiosa;

mas irreal.
Hoje,
sei que sua vinda,
me traria ordens de melhora,
um anseio pelo meu bem estar,
palavras rápidas,
e tom casual.

Uma presença pontual.
Hoje eu não sei melhorar,
e sinto muito por isso amigo,
pois sua visita,

evidencia minhas falhas,
seus olhar me condena,

vivemos um dilema
existe a pena,

 e tu mesmo querendo,
não conseguiria ajudar.
Se eu morrer,
venha me ver,
ou não venha,

o mundo girará 
quando eu morrer

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Conflitos

- Eu preciso falar a sós com vocês. - a voz de Caos soou um pouco mais ríspida do que o comum, não havia nenhum de seus tons irônicos usuais. Seu pedido soou quase como uma ordem aos ouvidos de seus companheiros que acabavam de cruzar as portas e entrar na sala do trono que ele ocupava. 
- Tudo bem - Vênus não pareceu se importar com o tom do aliado - Vamos a biblioteca.
Vênus e Caos caminharam em direção a escada na lateral da sala. Eles se detiveram nos degraus iniciais, ao perceber o silencio e relutância de Alquimista.
- Preciso... preciso passar na minha sala, pegar alguns cristais... minha  manopla esta vazia... - Alquimista remexia nas fivelas de amarrações no seu braço. Ele não conseguia disfarçar que algo lhe incomodava.
- Você não vai precisar deles agora! - decretou Caos, já mais impaciente. - Eu só preciso fazer um comunicado a vocês, e não quero fazer aqui, onde tem tantas pessoas circulando por trás dessas portas. Suspeito das suas reações, então prefiro fazer isso em privado; agora pare de protelar Alquimista, vamos logo. - Caos fez soar cada uma das palavras mais rebuscadas, como uma provocação ao seu aliado, que em vezes anteriores insistira que ele deveria mudar seu vocabulário enquanto estivessem na sala do trono, para impor o respeito e a ordem necessários a todos os que o ouvissem.
Agora, completamente surpreso com a atitude de Caos, Alquimista apenas acenou que eles continuassem, e os seguiu. Ele apertara a fivela de sua braçadeira de couro, que possuía 4 dos 5 espaços, para os cristais, vazios. Eram raras as ocasiões em que ele tinha todas as joias no braço. Mesmo em viagens e missões anteriores, onde situações perigosas se mostraram, alguns espaços vazios permaneceram na manopla que se alongava por todo o seu braço. Seus companheiros, não conheciam totalmente a função de suas pedras preciosas, nem mesmo como aquilo lhe dava algum poder, para eles essa era mais uma de suas características, mas ao mesmo tempo, algo banal, que não merecia a atenção que agora ele parecia dar.
Caos, com passos silenciosos e emanando leves vibrações sombrias, se precipitou a frente dos outros dois, ignorando as perguntas de Vênus enquanto entravam no salão principal da biblioteca, apos a entrada de alquimista, este fechou a porta atras de si, não sem antes averiguar que a sala, com pouca iluminação, estava mesmo vazia.
Vênus, a maga, com um gesto de mão, criou um circulo cheio de símbolos e escrita arroxeadas, no ar, e apos um comando de voz, que soou quase como um sussurro, fez abrir, com um feitiço, as janelas mais altas da sala, permitindo que mais luz entrasse e diminuindo a escuridão no ambiente.
Agora, os três se encontravam diretamente embaixo de um feixe de luz vindo de uma janela. Vênus tinha suas formas e a força de sua presença mais acentuadas, devido ao contraste da luz. Alquimista a sua direita, ainda se mostrava frustrado, mas não deixava de se encantar e admirar a Maga Regente. Caos, ainda sorriu com a provocação da amiga, ao trazer mais luz, o contrario de seu elemento, mas como que atingido por um pensamento súbito, ele voltou ao tom sério e falou enquanto retirava o capuz:
- Eu vou partirei do reino!

Qualquer resquício de bom humor, desaparecera naquele instante, o tom irredutível do Manipulador de Sombras, trouxe aos seus companheiros a seriedade que ele esperava.

 - Como assim ?  - Tentou indagar Vênus - Você precisa ir pra algum lugar? algo aconteceu?
As palavras da maga, surtiram um efeito negativo em Caos, que agora se mostrava mais frustrado ainda com o teor das questões.
 - É claro que preciso ir a algum lugar!  - respondeu secamente.

- E não da pra esperar até que Mentor e Luz retornem? - Alquimista, aderiu um tom sério, mas apaziguador. - Em uma semana ou duas eles estarão de volta, com suprimentos, e poderemos nos organizar, e rever essas questões de partidas...
- Duas semanas Alquimista? - Caos parecia que estava a ponto de explodir enquanto direcionava seu olhar de olhos negros a seus companheiros.

- O que esta acontecendo Caos? Se precisa de algo, peça! Sabe que não vamos negar nada! - Vênus ainda, permanecia alheia a real motivação da frustração do amigo e seu desejo de partida.

- Nós precisamos ficar aqui; precisamos cuidar do Reino. Sei que nosso trabalho não tem sido um dos mais interessantes nos últimos tempos, mas é preciso paciência amigo. - Alquimista tentou tocar o ombro do amigo, que se esquivou rapidamente,
- Não fale de paciência comigo, nem mesmo das coisas que eu PRECISO fazer!

- Seja claro de uma vez Caos, o que esta te incomodando tanto, porque precisa tanto sair daqui? pra onde quer ir? - Vênus foi firme ao indagar finalmente.

- Eu devia saber, na verdade eu sempre soube... - Caos começou a falar em tom zangado, fazendo com que atras de si o ambiente começasse a perder as luzes, e uma sombra densa se formasse. - ... Eu lutei a guerra de vocês, eu fui o pesadelo dos seus inimigos, EU DEI SANGUE, ENERGIA, PODER E VIDA PELA CAUSA DE VOCÊS...  - a sombra densa cobria metade do ambiente, rivalizando agora coma luz que parecia emanar da própria Vênus. - Mas agora Vocês esquecem da minha causa...

De repente toda a sombra e energia se dissiparam, Caos assumiu uma postura mais curvada, e voltou a falar em tom mais brando: - Vocês esqueceram da minha causa, para ficar brincando de Reis...

- Não seja injusto Caos, essa causa aqui, é de todos nós... - Alquimista se precipitou a frente do amigo, e tentou persuadi-lo - Não esquecemos de Deborah nem de... - ele se calou ao receber um olhar de aviso de Caos. O manipulador de sombras não ousava dizer os nomes, e nem queria que ninguém mais os dissesse.

- A Sacerdotisa e a filha... - Vênus sussurrou, e logo se calou, ao entender o motivo de toda a angustia do amigo. Foi como se em um segundo tudo aquilo fizesse o perfeito sentido, ela sentiu a voz embargar na garganta, e se esforçou em falar ao companheiro algumas palavras: - Não esquecemos causa alguma Caos, lutamos juntos uns pelos outros, e também pelo que sonhamos em conjunto. Construímos esse reino onde elas poderão ser felizes, vocês poderão ser felizes... Sua angustia é válida, mas não precisamos nos precipitar, iremos juntos em sua busca, confie em nós.

Caos puxou de volta o capuz sobre a cabeça, enquanto encarava Alquimista a sua frente. e Vênus logo atras dele.
- Eu já disse o que precisava dizer...

- Vamos garoto das sombras - Alquimista tentou provoca-lo de forma amigável - Não seja cabeça dura, eu preciso de um pouco de tempo pra preparar algumas de minhas coisas, mas garanto que quando Mentor voltar, sairemos finalmente para onde você precisar ir.

- Tempo? precisa de mais tempo? - Caos, começava a voltar a ficar fora de si. - Você nunca precisou de mais tempo ou preparações quando pulava em missões estupidas pra tentar impressionar Vênus... Mas tudo bem, se ela estalar os dedos você vai fazer qualquer coisa mesmo. Eu não espero mais a ajuda de vocês... continuem nessa fantasia de Casal...
- Não somos um casal! - Vênus se manifestou irritada, e logo deu as costas aos dois fechando os olhos e se afastando deles.

- Você está só zangado seu maluco estupido. Então eu vou relevar tudo o que você disser... - Alquimista tentou manter o tom calmo, mas algo não parecia correto. Ele falava, respirando pesadamente. Apenas Caos notou seu braço direito tremendo, enquanto ele tentava mexer nas amarras da manopla, forçando-as e aumentando a pressão, tentando parar o tremor em seu braço. - Não importa muito o que você disser...você tem razão...isso tudo... tem levado tempo demais...

Caos se surpreendeu com o estado de Alquimista que subitamente parecia completamente esgotado, e tateava o ar em busca de algo para se apoiar.
 - Vênus... - iniciou Caos, de volta ao estado normal e preocupado com o amigo.
- Não! - Alquimista, conseguiu segurar no braço do amigo, e foi sua vez de o olhar de maneira ameaçadora.

- ...Vênus... me desculpe, eu não pretendia falar tudo isso... - corrigiu-se Caos, enquanto reerguia o amigo, que assumia novamente sua postura no meio da sala.

A Maga regente se aproximava dos dois novamente, abrindo os olhos, mas sem encarar Alquimista.
 - Ele tem razão, você só está muito zangado Caos, como eu já estive; e muito angustiado como todos nós já estivemos. Sim, já devíamos ter planejado o resgate da Sacerdotisa ha muito mais tempo.  - Vênus, impôs um tom de voz que se mesclava e alternava entre a altivez que exercia com seu poder e a calma que trazia de sua personalidade - O tempo que nos ofertou pacientemente meu amigo, não será desperdiçado. Contatarei Mentor e Luz, pedirei que eles se apressem em sua viagem, e Alquimista planejara o necessário para essa busca; juntos faremos o impossível para alcançar  sucesso, e com isso espero que perdoe nossa falha ao lhe pedir por mais paciência em um assunto tão delicado. - Vênus, o olhava nos olhos, buscando algum sinal de concordância, e quando finalmente o teve, ela deixou a sala sem falar mais nada.

Caos fez menção em chama-la novamente, mas foi puxado por Alquimista, que já não tentava manter as aparências, e caiu de joelhos, segurando o braço, com uma expressão de dor profunda.
- Vocês está bem? O que está acontecendo?  - Caos perguntou atônito ao ver o amigo caído.
- Claro que eu não estou bem... - Alquimista respondeu respirando pesadamente - Você me fez parecer um idiota apaixonado... pra ela... e você ouviu o que ela disse sobre não sermos um casal? - Alquimista brincava, mas sentia muita dor, deixando Caos ainda mais sem reação.
- Pare de brincadeiras. O que eu devo fazer?
- Eu te odeio tanto seu... - alquimista não conseguiu concluir, sua dor aumentou, e ele precisou de toda sua concentração para manter a consciência.

 Apos alguns segundos, ele conseguiu falar pausadamente, e pediu que Caos buscasse para ele a caixa  em que ele guardava seus cristais.
 Rapidamente, Caos estava de volta apos revirar os aposentos do amigo, e trazia consigo uma caixa pequena, mas muito ornamentada, e com uma tranca pouco comum.
Alquimista, pegou o objeto, e recostado na parede próximo a porta, ele destravou a caixa, e revirou seu conteúdo. De um pequeno saco com seu simbolo, a mascara de coruja, bordado, ele retirou duas pedras, uma esverdeada e outra mais escura, segurou uma em cada mão, e se concentrou de olhos fechados.
Caos se afastou um pouco. Percebia que o amigo ainda estava com muitas dores, mas não entendia o que estava acontecendo. Ele lembrou de já ter visto Alquimista se referir a pedra escura como pedra de poder ou força, mas não conseguia se lembrar da função da joia verde.
No braço de alquimista, os símbolos espalhados pela manopla brilharam, e os espaços das pedras brilharam suas respectivas cores. Ele posicionou primeiro a pedra negra, e sussurrou algumas palavras, e logo um pequeno brilho prateado, percorreu seu corpo saindo da pedra. Em seguida ele repetiu o processo com o cristal verde, mas dessa vez o brilho se concentrou em seu braço direito, o braço da manopla, e uma luz verde, brilhou por alguns segundos a mais em seu braço.

Caos observou tudo calado. E quando o amigo finalmente estava em condições, ele indagou sobre o que havia ocorrido.
- Eu... eu estou meio que... envenenado. - Alquimista falou finalmente, levantando-se, mas sem coragem de encarar o amigo.
- Vocês está morrendo? - indagou Caos.
 - Espero que não... estou tentando que não...

sábado, 24 de junho de 2017

Esse é um mundo?

Olhos se fecharam,
uma recusa a deixar
que o corpo possa sentir.
protestos tolos,
esse é o mundo que é meu.

Recusei a luz;
havia claridade,
mas nada gerava contraste,
sem sombras
sem corpos exercendo presença,
esse é o mundo que é meu.

Cumprimentos e falas calorosas,
olhares e expressões,
sequencias de atos,
espaçados e perpetuados ao longo do dia
Rotina tola.
Mas que sempre foi minha,
Esse é o mundo que é meu.

Palavras impressas,
cores em uma tela,
fotos e memorias.
A noite se foi, (e o dia continua a ir,)
não lembro de ter visto estrelas.
(Novamente )observo a ida do sol a oeste,
anseio pelo brilho de Vênus, (que não virá)
Esse é o mundo que é meu.

Rasguei a folha do calendário,
não desejo ansiar por mais nenhuma data.
Meu segredo reside na ignorância,
ser surpreendido por boas noticias...
mas até isso é tolo.
a esperança alimenta,
o desejo de Desejar.
não há o que ser feito
Esse é o mundo que é meu.

O tempo passa,
isso é algo imutável.
dentro de minha  mente,
A percepção já abusa
de um humor questionável;
As horas pareceram dias,
mas muito bem vividos.
Agora esses dias são meses,
que se arrastam, que me arrastam...
Mas esse, é o mundo que é meu.

Tudo o que houve,
é um ponto fixo,
pra sempre ecoando,
nessa realidade.
no passado estou cercado,
no passado sou bravo,
tenho companhia,
companheiros e alegria.
O passado me alegra,
mas existe dor na nostalgia.
Esse é o mundo que é meu.

O presente é intimidante
mas me deste uma promessa
para guardar no coração.
Saudade agora é matéria prima,
teu azul é o que alimenta minha rima,
a voz rouca do desejo,
arranha meu ouvido.
A promessa do futuro,
me finca no presente.
Me preparo para a busca do riso,
meu desejo de conhecer
muito mais do que já julgo ter visto,
Esse Meu mundo é teu.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Eu não estou longe Continuo ai, perto de você Com você Eu não vou te deixar Nunca vou te abandonar Estou longe, mas vou voltar Te abraçar Te olhar Me encantar Minhas promessas não vão se perder Vão te encontrar Vou te tocar, te beijar Quero vê teu sorriso Acompanhar teu riso Pra mim sentir vivo

O Sorriso de Venus

Em um momento estive em viagem caótica,
(em direção a) disposto a encontrar o fim do universo,
e de repente e me vi atraído por uma orbita completamente nova,
astros imponentes me olharam, desafiaram, pude pro algum motivo provar meu valor...
Vênus me sorriu..
fui convidado a cruzar um novo espaço,
traçar novas rotas...
ansiar pelos alinhamentos...
e reger um novo universo

Declamação - Fix You - Coldplay - Voz Bruno Trajano

SILENCIO - Bruno Trajano

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Houve um dia,
de duração incerta,
ansiado e previsto,
temido, mas muito bem quisto.

Houve o dia,
em que Vênus se alinhou
aos outros corredores celestes.

era o dia previsto em sonhos,
discutido entre

sábado, 10 de junho de 2017

Musa

Escreve,
Estamos juntos mais uma vez,
então escreve.
Sopro ao teu ouvido e te digo:
escreve.
Digo-te o que sinto,
o que sentes,
o que pensas...
então escreve.
Mais uma vez te alcanço,
mesmo que não seja uma boa hora,
mas nunca se é má hora,
tu mesmo diz,
quando é verdadeiro
o que se sente
e o que escrevemos.
Mas não penses que faço de ti um escravo,
Afinal,
apenas lhe ajudo,
naquilo que já é próprio de ti;
Pois no fim sou tua,
E não tu és meu;
Pois no fim sou inspiração,
E tu escritor.


Bruno P. Trajano

segunda-feira, 5 de junho de 2017

[1]
Continuamos mentindo
apenas continuamos a fazer.
Conjugamos todos os verbos,
acertamos todas as letras.
Recolocamos todas as virgulas.
Não pecamos pelo excesso,
A falta é nosso crime.

[2]
Continuamos a sentir medo?
ou mentimos até sobre os motivos?

[3]
O que é feito é necessário;
é só assim que conseguirá levantar.
Não existem muitas opções afinal.
Convencer a si mesmo é o primeiro passo;
a verdade é só uma questão de memorização.
Repita até que se lembre por reflexo,
os músculos aprendem rápido.

[1]
Fingir vai mesmo nos levar até o fim?
ou é um fim que nos encontrará no caminho?
o mesmo sol brilha sob diversas cabeças,
e dentro delas mundos colidem,
a luz que é guia,
também pode cegar.
Não te incomoda o risco de ficarmos pelo caminho?

[2]
Esse mundo já mudou?
Ele ainda pode mudar?

[3]
Ansiamos que a realidade se altere ao nosso redor.
Mas isso é sucumbir ao desespero vindo da dor.
Todos os inimigos acabarão batendo a porta.
A noite já foi antagonista,
Agora luta até contra o astro que queima...
Esperar não levará adiante,
Não esqueça: teu mundo é teu.

[1]
Sorrisos repetitivos,
uma maquina de acenar.
Viver é diferente de existir.
Omitir leva a resultados piores.
Somos consequências de erros anteriores,
dos quais nunca voltaremos para corrigir,
Presos a regra de em frente, sempre, seguir.

[2]
Preso, estagnado,
Livre, despreocupado.


Viver é buscar,
Existir é ser procurado.