terça-feira, 11 de julho de 2017

#dica de livro? - Eleanor e Park de Rainbow Rowell -

E hoje venho falar de minha leitura mais recente: Eleanor e Park de Rainbow Rowell. 
Um belo exemplar de "livro adolescente", infanto juvenil, YA(YoungAdult), Romance Adolescente?...
Bom, tem um bom numero de rótulos que você pode dar a essa "historia", mas não esqueça que no fim é isso que ela é, uma historia. E se estiver a fim de conhece-la, pode acabar achando ela  uma das boas. Sei que comecei de maneira estranha, já que ainda não disse do que o livro fala em si, mas na verdade, eu já te entreguei mais do que você imagina.

sexta-feira, 30 de junho de 2017


É tão difícil se manter arrogante;
Então porque isso soa tão importante?

Você sempre fere alguém,
Quando está ferido.

Quanta dor,
Que desperdício.

E eu ainda a pensar,
A cabeça diz que não vai aguentar,
O corpo começa a reclamar,
Até os olhos se reviram por esta forma de rimar.

Era noite,
Mas começou a tarde,

Advindo das coisas da manhã.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

quando eu morrer

Não,
não consigo gostar que venha me ver.
Penso que seria melhor
se o fizesse só quando eu morrer.
Ao menos nessa ocasião,
saberei o que vai dizer,
e isso não vai nos ferir.
Quando eu morrer,
serei o perfeito caso perdido,
alguém muito bom,
um pouco esquisito.
Sem mais obrigações,
que acabariam comigo.
Quase aceitarás o meu não
e o meu "é impossível.
Quando eu morrer,
falará coisas boas sobre mim,
e irá jurar que me ajudaria
em tudo o que eu precisasse.
Essa ideia é agridoce,
fico feliz por imagina-la,
sua companhia seria valorosa,
infinitamente valiosa;

mas irreal.
Hoje,
sei que sua vinda,
me traria ordens de melhora,
um anseio pelo meu bem estar,
palavras rápidas,
e tom casual.

Uma presença pontual.
Hoje eu não sei melhorar,
e sinto muito por isso amigo,
pois sua visita,

evidencia minhas falhas,
seus olhar me condena,

vivemos um dilema
existe a pena,

 e tu mesmo querendo,
não conseguiria ajudar.
Se eu morrer,
venha me ver,
ou não venha,

o mundo girará 
quando eu morrer

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Conflitos

- Eu preciso falar a sós com vocês. - a voz de Caos soou um pouco mais ríspida do que o comum, não havia nenhum de seus tons irônicos usuais. Seu pedido soou quase como uma ordem aos ouvidos de seus companheiros que acabavam de cruzar as portas e entrar na sala do trono que ele ocupava. 
- Tudo bem - Vênus não pareceu se importar com o tom do aliado - Vamos a biblioteca.
Vênus e Caos caminharam em direção a escada na lateral da sala. Eles se detiveram nos degraus iniciais, ao perceber o silencio e relutância de Alquimista.
- Preciso... preciso passar na minha sala, pegar alguns cristais... minha  manopla esta vazia... - Alquimista remexia nas fivelas de amarrações no seu braço. Ele não conseguia disfarçar que algo lhe incomodava.
- Você não vai precisar deles agora! - decretou Caos, já mais impaciente. - Eu só preciso fazer um comunicado a vocês, e não quero fazer aqui, onde tem tantas pessoas circulando por trás dessas portas. Suspeito das suas reações, então prefiro fazer isso em privado; agora pare de protelar Alquimista, vamos logo. - Caos fez soar cada uma das palavras mais rebuscadas, como uma provocação ao seu aliado, que em vezes anteriores insistira que ele deveria mudar seu vocabulário enquanto estivessem na sala do trono, para impor o respeito e a ordem necessários a todos os que o ouvissem.
Agora, completamente surpreso com a atitude de Caos, Alquimista apenas acenou que eles continuassem, e os seguiu. Ele apertara a fivela de sua braçadeira de couro, que possuía 4 dos 5 espaços, para os cristais, vazios. Eram raras as ocasiões em que ele tinha todas as joias no braço. Mesmo em viagens e missões anteriores, onde situações perigosas se mostraram, alguns espaços vazios permaneceram na manopla que se alongava por todo o seu braço. Seus companheiros, não conheciam totalmente a função de suas pedras preciosas, nem mesmo como aquilo lhe dava algum poder, para eles essa era mais uma de suas características, mas ao mesmo tempo, algo banal, que não merecia a atenção que agora ele parecia dar.
Caos, com passos silenciosos e emanando leves vibrações sombrias, se precipitou a frente dos outros dois, ignorando as perguntas de Vênus enquanto entravam no salão principal da biblioteca, apos a entrada de alquimista, este fechou a porta atras de si, não sem antes averiguar que a sala, com pouca iluminação, estava mesmo vazia.
Vênus, a maga, com um gesto de mão, criou um circulo cheio de símbolos e escrita arroxeadas, no ar, e apos um comando de voz, que soou quase como um sussurro, fez abrir, com um feitiço, as janelas mais altas da sala, permitindo que mais luz entrasse e diminuindo a escuridão no ambiente.
Agora, os três se encontravam diretamente embaixo de um feixe de luz vindo de uma janela. Vênus tinha suas formas e a força de sua presença mais acentuadas, devido ao contraste da luz. Alquimista a sua direita, ainda se mostrava frustrado, mas não deixava de se encantar e admirar a Maga Regente. Caos, ainda sorriu com a provocação da amiga, ao trazer mais luz, o contrario de seu elemento, mas como que atingido por um pensamento súbito, ele voltou ao tom sério e falou enquanto retirava o capuz:
- Eu vou partirei do reino!

Qualquer resquício de bom humor, desaparecera naquele instante, o tom irredutível do Manipulador de Sombras, trouxe aos seus companheiros a seriedade que ele esperava.

 - Como assim ?  - Tentou indagar Vênus - Você precisa ir pra algum lugar? algo aconteceu?
As palavras da maga, surtiram um efeito negativo em Caos, que agora se mostrava mais frustrado ainda com o teor das questões.
 - É claro que preciso ir a algum lugar!  - respondeu secamente.

- E não da pra esperar até que Mentor e Luz retornem? - Alquimista, aderiu um tom sério, mas apaziguador. - Em uma semana ou duas eles estarão de volta, com suprimentos, e poderemos nos organizar, e rever essas questões de partidas...
- Duas semanas Alquimista? - Caos parecia que estava a ponto de explodir enquanto direcionava seu olhar de olhos negros a seus companheiros.

- O que esta acontecendo Caos? Se precisa de algo, peça! Sabe que não vamos negar nada! - Vênus ainda, permanecia alheia a real motivação da frustração do amigo e seu desejo de partida.

- Nós precisamos ficar aqui; precisamos cuidar do Reino. Sei que nosso trabalho não tem sido um dos mais interessantes nos últimos tempos, mas é preciso paciência amigo. - Alquimista tentou tocar o ombro do amigo, que se esquivou rapidamente,
- Não fale de paciência comigo, nem mesmo das coisas que eu PRECISO fazer!

- Seja claro de uma vez Caos, o que esta te incomodando tanto, porque precisa tanto sair daqui? pra onde quer ir? - Vênus foi firme ao indagar finalmente.

- Eu devia saber, na verdade eu sempre soube... - Caos começou a falar em tom zangado, fazendo com que atras de si o ambiente começasse a perder as luzes, e uma sombra densa se formasse. - ... Eu lutei a guerra de vocês, eu fui o pesadelo dos seus inimigos, EU DEI SANGUE, ENERGIA, PODER E VIDA PELA CAUSA DE VOCÊS...  - a sombra densa cobria metade do ambiente, rivalizando agora coma luz que parecia emanar da própria Vênus. - Mas agora Vocês esquecem da minha causa...

De repente toda a sombra e energia se dissiparam, Caos assumiu uma postura mais curvada, e voltou a falar em tom mais brando: - Vocês esqueceram da minha causa, para ficar brincando de Reis...

- Não seja injusto Caos, essa causa aqui, é de todos nós... - Alquimista se precipitou a frente do amigo, e tentou persuadi-lo - Não esquecemos de Deborah nem de... - ele se calou ao receber um olhar de aviso de Caos. O manipulador de sombras não ousava dizer os nomes, e nem queria que ninguém mais os dissesse.

- A Sacerdotisa e a filha... - Vênus sussurrou, e logo se calou, ao entender o motivo de toda a angustia do amigo. Foi como se em um segundo tudo aquilo fizesse o perfeito sentido, ela sentiu a voz embargar na garganta, e se esforçou em falar ao companheiro algumas palavras: - Não esquecemos causa alguma Caos, lutamos juntos uns pelos outros, e também pelo que sonhamos em conjunto. Construímos esse reino onde elas poderão ser felizes, vocês poderão ser felizes... Sua angustia é válida, mas não precisamos nos precipitar, iremos juntos em sua busca, confie em nós.

Caos puxou de volta o capuz sobre a cabeça, enquanto encarava Alquimista a sua frente. e Vênus logo atras dele.
- Eu já disse o que precisava dizer...

- Vamos garoto das sombras - Alquimista tentou provoca-lo de forma amigável - Não seja cabeça dura, eu preciso de um pouco de tempo pra preparar algumas de minhas coisas, mas garanto que quando Mentor voltar, sairemos finalmente para onde você precisar ir.

- Tempo? precisa de mais tempo? - Caos, começava a voltar a ficar fora de si. - Você nunca precisou de mais tempo ou preparações quando pulava em missões estupidas pra tentar impressionar Vênus... Mas tudo bem, se ela estalar os dedos você vai fazer qualquer coisa mesmo. Eu não espero mais a ajuda de vocês... continuem nessa fantasia de Casal...
- Não somos um casal! - Vênus se manifestou irritada, e logo deu as costas aos dois fechando os olhos e se afastando deles.

- Você está só zangado seu maluco estupido. Então eu vou relevar tudo o que você disser... - Alquimista tentou manter o tom calmo, mas algo não parecia correto. Ele falava, respirando pesadamente. Apenas Caos notou seu braço direito tremendo, enquanto ele tentava mexer nas amarras da manopla, forçando-as e aumentando a pressão, tentando parar o tremor em seu braço. - Não importa muito o que você disser...você tem razão...isso tudo... tem levado tempo demais...

Caos se surpreendeu com o estado de Alquimista que subitamente parecia completamente esgotado, e tateava o ar em busca de algo para se apoiar.
 - Vênus... - iniciou Caos, de volta ao estado normal e preocupado com o amigo.
- Não! - Alquimista, conseguiu segurar no braço do amigo, e foi sua vez de o olhar de maneira ameaçadora.

- ...Vênus... me desculpe, eu não pretendia falar tudo isso... - corrigiu-se Caos, enquanto reerguia o amigo, que assumia novamente sua postura no meio da sala.

A Maga regente se aproximava dos dois novamente, abrindo os olhos, mas sem encarar Alquimista.
 - Ele tem razão, você só está muito zangado Caos, como eu já estive; e muito angustiado como todos nós já estivemos. Sim, já devíamos ter planejado o resgate da Sacerdotisa ha muito mais tempo.  - Vênus, impôs um tom de voz que se mesclava e alternava entre a altivez que exercia com seu poder e a calma que trazia de sua personalidade - O tempo que nos ofertou pacientemente meu amigo, não será desperdiçado. Contatarei Mentor e Luz, pedirei que eles se apressem em sua viagem, e Alquimista planejara o necessário para essa busca; juntos faremos o impossível para alcançar  sucesso, e com isso espero que perdoe nossa falha ao lhe pedir por mais paciência em um assunto tão delicado. - Vênus, o olhava nos olhos, buscando algum sinal de concordância, e quando finalmente o teve, ela deixou a sala sem falar mais nada.

Caos fez menção em chama-la novamente, mas foi puxado por Alquimista, que já não tentava manter as aparências, e caiu de joelhos, segurando o braço, com uma expressão de dor profunda.
- Vocês está bem? O que está acontecendo?  - Caos perguntou atônito ao ver o amigo caído.
- Claro que eu não estou bem... - Alquimista respondeu respirando pesadamente - Você me fez parecer um idiota apaixonado... pra ela... e você ouviu o que ela disse sobre não sermos um casal? - Alquimista brincava, mas sentia muita dor, deixando Caos ainda mais sem reação.
- Pare de brincadeiras. O que eu devo fazer?
- Eu te odeio tanto seu... - alquimista não conseguiu concluir, sua dor aumentou, e ele precisou de toda sua concentração para manter a consciência.

 Apos alguns segundos, ele conseguiu falar pausadamente, e pediu que Caos buscasse para ele a caixa  em que ele guardava seus cristais.
 Rapidamente, Caos estava de volta apos revirar os aposentos do amigo, e trazia consigo uma caixa pequena, mas muito ornamentada, e com uma tranca pouco comum.
Alquimista, pegou o objeto, e recostado na parede próximo a porta, ele destravou a caixa, e revirou seu conteúdo. De um pequeno saco com seu simbolo, a mascara de coruja, bordado, ele retirou duas pedras, uma esverdeada e outra mais escura, segurou uma em cada mão, e se concentrou de olhos fechados.
Caos se afastou um pouco. Percebia que o amigo ainda estava com muitas dores, mas não entendia o que estava acontecendo. Ele lembrou de já ter visto Alquimista se referir a pedra escura como pedra de poder ou força, mas não conseguia se lembrar da função da joia verde.
No braço de alquimista, os símbolos espalhados pela manopla brilharam, e os espaços das pedras brilharam suas respectivas cores. Ele posicionou primeiro a pedra negra, e sussurrou algumas palavras, e logo um pequeno brilho prateado, percorreu seu corpo saindo da pedra. Em seguida ele repetiu o processo com o cristal verde, mas dessa vez o brilho se concentrou em seu braço direito, o braço da manopla, e uma luz verde, brilhou por alguns segundos a mais em seu braço.

Caos observou tudo calado. E quando o amigo finalmente estava em condições, ele indagou sobre o que havia ocorrido.
- Eu... eu estou meio que... envenenado. - Alquimista falou finalmente, levantando-se, mas sem coragem de encarar o amigo.
- Vocês está morrendo? - indagou Caos.
 - Espero que não... estou tentando que não...

sábado, 24 de junho de 2017

Esse é um mundo?

Olhos se fecharam,
uma recusa a deixar
que o corpo possa sentir.
protestos tolos,
esse é o mundo que é meu.

Recusei a luz;
havia claridade,
mas nada gerava contraste,
sem sombras
sem corpos exercendo presença,
esse é o mundo que é meu.

Cumprimentos e falas calorosas,
olhares e expressões,
sequencias de atos,
espaçados e perpetuados ao longo do dia
Rotina tola.
Mas que sempre foi minha,
Esse é o mundo que é meu.

Palavras impressas,
cores em uma tela,
fotos e memorias.
A noite se foi, (e o dia continua a ir,)
não lembro de ter visto estrelas.
(Novamente )observo a ida do sol a oeste,
anseio pelo brilho de Vênus, (que não virá)
Esse é o mundo que é meu.

Rasguei a folha do calendário,
não desejo ansiar por mais nenhuma data.
Meu segredo reside na ignorância,
ser surpreendido por boas noticias...
mas até isso é tolo.
a esperança alimenta,
o desejo de Desejar.
não há o que ser feito
Esse é o mundo que é meu.

O tempo passa,
isso é algo imutável.
dentro de minha  mente,
A percepção já abusa
de um humor questionável;
As horas pareceram dias,
mas muito bem vividos.
Agora esses dias são meses,
que se arrastam, que me arrastam...
Mas esse, é o mundo que é meu.

Tudo o que houve,
é um ponto fixo,
pra sempre ecoando,
nessa realidade.
no passado estou cercado,
no passado sou bravo,
tenho companhia,
companheiros e alegria.
O passado me alegra,
mas existe dor na nostalgia.
Esse é o mundo que é meu.

O presente é intimidante
mas me deste uma promessa
para guardar no coração.
Saudade agora é matéria prima,
teu azul é o que alimenta minha rima,
a voz rouca do desejo,
arranha meu ouvido.
A promessa do futuro,
me finca no presente.
Me preparo para a busca do riso,
meu desejo de conhecer
muito mais do que já julgo ter visto,
Esse Meu mundo é teu.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Eu não estou longe Continuo ai, perto de você Com você Eu não vou te deixar Nunca vou te abandonar Estou longe, mas vou voltar Te abraçar Te olhar Me encantar Minhas promessas não vão se perder Vão te encontrar Vou te tocar, te beijar Quero vê teu sorriso Acompanhar teu riso Pra mim sentir vivo

O Sorriso de Venus

Em um momento estive em viagem caótica,
(em direção a) disposto a encontrar o fim do universo,
e de repente e me vi atraído por uma orbita completamente nova,
astros imponentes me olharam, desafiaram, pude pro algum motivo provar meu valor...
Vênus me sorriu..
fui convidado a cruzar um novo espaço,
traçar novas rotas...
ansiar pelos alinhamentos...
e reger um novo universo

Declamação - Fix You - Coldplay - Voz Bruno Trajano

SILENCIO - Bruno Trajano

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Houve um dia,
de duração incerta,
ansiado e previsto,
temido, mas muito bem quisto.

Houve o dia,
em que Vênus se alinhou
aos outros corredores celestes.

era o dia previsto em sonhos,
discutido entre

sábado, 10 de junho de 2017

Musa

Escreve,
Estamos juntos mais uma vez,
então escreve.
Sopro ao teu ouvido e te digo:
escreve.
Digo-te o que sinto,
o que sentes,
o que pensas...
então escreve.
Mais uma vez te alcanço,
mesmo que não seja uma boa hora,
mas nunca se é má hora,
tu mesmo diz,
quando é verdadeiro
o que se sente
e o que escrevemos.
Mas não penses que faço de ti um escravo,
Afinal,
apenas lhe ajudo,
naquilo que já é próprio de ti;
Pois no fim sou tua,
E não tu és meu;
Pois no fim sou inspiração,
E tu escritor.


Bruno P. Trajano

segunda-feira, 5 de junho de 2017

[1]
Continuamos mentindo
apenas continuamos a fazer.
Conjugamos todos os verbos,
acertamos todas as letras.
Recolocamos todas as virgulas.
Não pecamos pelo excesso,
A falta é nosso crime.

[2]
Continuamos a sentir medo?
ou mentimos até sobre os motivos?

[3]
O que é feito é necessário;
é só assim que conseguirá levantar.
Não existem muitas opções afinal.
Convencer a si mesmo é o primeiro passo;
a verdade é só uma questão de memorização.
Repita até que se lembre por reflexo,
os músculos aprendem rápido.

[1]
Fingir vai mesmo nos levar até o fim?
ou é um fim que nos encontrará no caminho?
o mesmo sol brilha sob diversas cabeças,
e dentro delas mundos colidem,
a luz que é guia,
também pode cegar.
Não te incomoda o risco de ficarmos pelo caminho?

[2]
Esse mundo já mudou?
Ele ainda pode mudar?

[3]
Ansiamos que a realidade se altere ao nosso redor.
Mas isso é sucumbir ao desespero vindo da dor.
Todos os inimigos acabarão batendo a porta.
A noite já foi antagonista,
Agora luta até contra o astro que queima...
Esperar não levará adiante,
Não esqueça: teu mundo é teu.

[1]
Sorrisos repetitivos,
uma maquina de acenar.
Viver é diferente de existir.
Omitir leva a resultados piores.
Somos consequências de erros anteriores,
dos quais nunca voltaremos para corrigir,
Presos a regra de em frente, sempre, seguir.

[2]
Preso, estagnado,
Livre, despreocupado.


Viver é buscar,
Existir é ser procurado.



domingo, 21 de maio de 2017

Regentes do Preludio - Encontro

- Ministro do Comercio: Ellai, vindo do Reino do Rochedo Negro. - o ser alto de armadura completa, capa e capuz que cobria seu rosto, pronunciou quase gritando após abrir as grandes portas que davam para o salão real. 
O Ministro tratou de entrar, e logo estranhou a pouca iluminação na grande sala. Existia uma especie de corredor delimitado por grandes colunas esculpidas em formato de guerreiros e guerreiras. Aquela era uma das poucas áreas onde se podia ver claramente, a luz incidia de tochas e cristais nas colunas e iluminavam o chão que também possuía seus próprios ornamentos, com representações de magos e símbolos de magias. 
Ellai tratou de se recompor rapidamente, e fixou olhar no fundo da sala, no trono ornamentado que se encontrava no fim do corredor. Na verdade ele tratou de sorrir e tentar focar no rosto de Vênus a maga regente, a quem ele tinha solicitado o encontro. Vênus era a Regente escolhida para tratar de assuntos externos e das relações entre outras nações e o reino de Preludio. 
A sala estava silenciosa não se ouvia muito além dos passos de Ellai.  Ele não chegava a estar nervoso, mas era a sua primeira vez naquele ambiente.  Vênus notou mesmo de longe que o visitante se controlava para não fazer movimentos bruscos e ser indiscreto, mas seus olhos não sossegavam, ele parecia querer absorver todas as informações possíveis daquele ambiente, e ela já tinha certeza que ele devia ter feito o mesmo por todo o caminho enquanto se dirigia ao encontro. 
- É uma honra poder ter essa oportunidade de conversarmos pessoalmente rainha Venus. - ele falou em voz alta ao alcançar metade do caminho até o trono que se elevava por 4 degraus a partir do solo.
- Eu devo dizer o mesmo. E todos nós ficamos curiosos sobre que tipo de alianças o Reino de Rochedo Negro, está buscando conosco. - Apesar do aparente isolamento naquela sala, Vênus não falava apenas por si, ela fazia questão de trazer a tona que não governava sozinha, mas que falava pelos outros regentes.
Ellai vacilou rapidamente, ao se aproximar o suficiente  para notar que a sombra por trás do trono era quase como uma parede escura, bem como tudo que se projetava para trás das colunas, ele não conseguia ver nada além de escuridão, Dessa vez ele não pode controlar sua cabeça que girou para os dois lados externando sua confusão e curiosidade. Aquele salão mais que certamente possuía algum tipo de feitiço. O pensamento cruzou sua mente, mas ele preferiu acreditar que era sua paranoia falando. E mesmo que houvesse algo mágico com aquelas luzes e sombras devia ser algo mais que natural, tendo em vista que se encontrava com a Maga Regente.
Ao se conscientizar de sua postura ele tratou de se voltar novamente para a Rainha, mas antes seu olhar cruzou com o que lhe pareceu uma silhueta um tanto para trás e a direita do trono, tal figura logo desapareceu na parede escura de sombras que por segundos pareceu se mover para a frente. Mil perguntas fervilhavam em sua mente, mas diante da fala direta da rainha ele teve de se concentrar em como prosseguir com o dialogo, a fim de galgar vantagens para si.
- Ó poderosa Maga... - ele quis iniciar seu discurso como estava habituado, exaltando o poder de seu ouvinte, mas logo se arrependeu diante da reação pouco satisfeita da rainha que arqueou a sobrancelha e logo franziu o cenho. - ... o reino de Rochedo Negro tem estado em um período de constante paz e prosperidade. E isso devido as fortes alianças que venho forjando ha bastante tempo. Nossos aliados compram por um preço simbólico vários recursos valiosos que só se encontram em nossa nação. Nossos abundantes minérios, nossos valiosos metais. E mais recentemente começamos a comercializar algumas pedras preciosas. 
- Reconheço o valor do comercio Ministro Ellai, e das boas alianças. Suponho que a rocha negra não esta entre os recursos valiosos que oferece aos seus aliados. - a rainha ao notar o discurso de vendas de Ellai, decidiu provoca-lo um pouco para que pudessem cortar as formalidades que considerava irrelevantes.
- A rainha entende que uma das fontes de poder do nosso reino é a justamente tal rocha quase indestrutível. Vários reinos tem interesse em possuir tal recurso, criar fortificações tão imponentes quanto nossa muralha ou o palácio e toda a morada Real. Mas se todos possuíssem uma vantagem como a nossa, logo ninguém mais estaria em vantagem real. - Ellai insistia em não tirar do rosto o sorriso de comerciante.
- É uma verdade. - Vênus retribuiu finalmente o sorriso de Ellai. 
Ellai novamente sentiu as sombras atras do trono se mexerem, e achou reconhecer dentro da escuridão, olhos que logo sumiram. A rainha levantou-se do trono e desceu os degraus até estar a não mais de um metro ou dois de seus visitante.
- Devo entender então que Rochedo Negro nos enxerga como compradores de suas mercadorias. - iniciou a rainha caminhando em direção de uma das colunas esculpida em forma de guerreira, próxima ao trono.
- Não somente, é claro. - Ellai tratou de acompanha-la - Abrimos também a oportunidade de livre comercio entre nossos reinos. E ofertamos até segurança nas rotas em que viajam os comerciantes comuns.  Existem também casos como nossos aliados antigos do reino de Andragoras, que nos enviam reforço militar e homens para treinamento de guerreiros em troca de alguns de nossos metais usados na fabricação de armamentos.
- Mas como somos completamente novos a vocês, você não sabe o que pedir, então decidiu começar a ofertar recursos... - Vênus assumiu novamente uma postura séria e apesar de poder soar rude, falava em tom compreensivo, e um tanto analítico, mas não atacava seu interlocutor.
- De fato não conhecemos muito de vosso reino, as historias que se espalham sempre parecem fantasiosas demais. Um reino construído de sonhos, parece bom, mas em minha curta estadia aqui em suas terras não pude conhecer o suficiente. 
- Fico contente em saber que já somos notados mesmo entre os reinos mais antigos. Reconheço claro, que não procuramos nenhum de vocês para nos apresentar ou forjar alianças, pois temos andado ocupados construindo o reino dos sonhos que mencionou. 
- Eu não quis dizer... - Ellai sentiu que não tinha conquistado em nada a simpatia de Vênus.
- É claro que notou que temos pouquíssimos guardas ou guerreiros espalhados pelo castelo. E lhe informo agora que alguns outros regentes e certo numero de guerreiros estão em outros reinos "novos" ou pouco conhecidos por vocês os mais antigos, prestando favores a esses nossos aliados. Temos também uma rota de comercio muito forte por mar. Além de várias famílias que exploram recursos e fabricam produtos aqui em nossas terras. O que quero que entenda Ministro Ellai é que nossa maior riqueza é povo, nossos amigos e seus sonhos. 
- Isso é muito valioso é claro. - o ministro estava muito contrariado diante de atitudes e palavras tão incomuns para regentes. Ele começava a atribuir tais atitudes a pouca idade e provavelmente pouca experiencia de Vênus e do próprio reino onde se encontrava.
- Peço desculpas se pareci rude Ministro. Mas eu e meus companheiros regentes não buscamos aliados com base apenas em vantagens materiais ou recursos únicos que eles possam oferecer. Pode soar ingenuo a um Ministro aparentemente tão calejado e experiente, mas buscamos relações sólidas com outros reinos, baseadas no respeito e admiração mutuas. Gostamos de tornar aliados em amigos, e não apenas pessoas com recursos  - Vênus olhava diretamente para Ellai aguardando suas reações. 
O ministro ainda contrariado e bastante surpreso, tratou de abrir novamente um sorriso, se esforçando ao máximo para soar natural.
- Isto é admirável certamente. E fico ansioso para termos logo uma relação como essa Maga Regente.
- É claro que firmaremos um contrato de livre comercio entre nossos reinos para que o povo possa aproveitar. E espero que possamos começar a estudar logo opções de comercio e trocas que podemos realizar entre nossos reinos e estreitar nossas relações e construir uma aliança. - Vênus estava decidida a encerrar a reunião, e falou finalmente o que o Ministro gostaria de ouvir. 
- Sim, sim, com certeza Rainha Vênus. Assim que voltar a meu reino, tratarei de iniciar nossas correspondências para formalizarmos esse acordo. E anseio pelas oportunidades futuras que essa aliança nos trará. - Ellai mais conformado, começou a caminhar em direção as enormes portas por onde havia entrado, que agora começava a se abrir.
Venus virou-se de costas e caminhou de volta ao trono encarando o rapidamente enquanto subia os degraus. Não estava completamente feliz. E quando teve certeza que Ellai havia se retirado, ela falou em voz alta:
- Já estou um pouco cansada disso.
As parede de sombras atras do trono se diluiu, assim como aquelas por trás das colunas que escureciam toda a sala, revelando escadarias que subiam nos dois extremos da sala. Ao lado do trono uma figura encapuzada se revelou sentado nos degraus ao lado direito do trono, e ele logo se pronunciou:
- E esse foi só o terceiro. - a Voz um tanto rouca de Caos se projetou pelo resto do salão, agora que não contava mais com o isolamento acústico fornecido por suas sombras.
Caos se levantou e caminhou em direção de Venus que ainda encarava o trono, seus braços cruzados, revelavam sua insatisfação com essas reuniões com representantes dos reinos mais antigos.
- E ultimo. - ela falou e se virou para ele.
- Ao menos esse pareceu não ligar por se reunir "sozinho" com você em uma sala escura. - Caos falou em tom irônico.
 - Mas ele quase percebeu você não é meu amigo. - A resposta veio da escadaria, seguida de passos apressados. e Logo outra figura se juntava a conversa.
- Eu só quis testá-lo um pouco Alqui. - Caos se virou para Alquimista que agora se aproximava dos outros dois.
- O que você achou? - Perguntou Vênus quando ele se posicionou ao seu lado.
- Acho que você fez certo, realmente acho que tudo bem abrirmos para que o povo comercialize.  Fiquei com um pouco de receio de quando começou a falar de nossos aliados, não quero que os reinos mais antigos queiram investiga-los.  - Alquimista se pronunciou, analítico, mas reconhecendo a natureza estressante da situação.
- Eu fiz o que você pediu Alquimista, eu enxerguei além do discurso comum de vendas deles. Ellai foi o mais simplista é claro; e eu não pude deixá-lo continuar com o monologo estupido do quão incrível ele é.  - Vênus agora parecia aliviada.
- Vocês ouviram quando ele falou que o Rochedo Negro é "quase" indestrutível né... - Caos chamou atenção dos outros dois.
- Sim, acho que foi realmente um ato falho.  - Alquimista se pronunciou.
- Isso sim, fez valer a pena a reunião. - disse Venus e sorriu para os companheiros regentes.
Alquimista se fechou por alguns segundos, e falou finalmente para os outros dois.
- Podemos estudar as fraquezas deles. Mas nós não queremos que eles nos vejam como inimigos ou rivais tão cedo. Então é preciso que firmemos esses tratados de livre comercio, além de estabelecer comunicação. Se o momento de guerra realmente chegar, estaremos prontos, e que eles continuem  nos subestimando.  

segunda-feira, 15 de maio de 2017

À Cidade - Mailson Furtado - "Resenha/Impressões/Indicação"

Iniciar essa leitura, é dizer sim, a um convite de se tornar etéreo.
de ser presente, de ser companheiro, passageiro e viajar tempo e espaço em segundos, em versos rimados.
É aceitar ser testemunha de atos simples, de atos sinceros, de segredos e de historias.
É aceitar ser ouvinte de uma cidade antropomórfica, onde quase podemos sentir tudo o que lhe acontece, por que nós mesmo já estivemos lá, ou estaremos.

Assim que começa, a parte "a", sinto como se a cidade, como entidade como ser, tomasse vida, tomasse forma, e começasse a me contar tudo o que se passa consigo, me sinto um companheiro, escolhido para ser ouvinte de confissões que ela carrega há muito, sinto como se fosse agraciado de ter uma conversa tão profunda sobre assuntos tão simples, sobre tudo e sobre a própria vida.

A parte "B" se incia, e sinto a mudança, o poeta ganha voz, não, ele ganha visão, visões, emoções e percepções. O Poeta passa a ser o guia, quem te conta de tudo o que foi antes de ser, e enquanto se faz.

Terceira parte, parte "y", termina, e já sou integrante da conversa, falo sem pronunciar, concordando com a cabeça em momentos, apreciando as metáforas e sorrindo nas constatações.

Quarta Parte, parte "z", Mailson se mostra, é sua voz que ouço agora, são suas palavras, já me habituei a elas, sei reconhecer padrões de fala, ou julgo saber, É como se a conversa tivesse se tornado em papo despojado, mas cheio de significado, e até intencionado. Reconheço-o, pois julgava já conhecer, mas essas palavras são novas pois são ditas juntas de outras tantas observações, ele se refere agora aos outros, a sua amiga "cidade", ao seu lar "uma cidade" ao seu destino "cidades".

No fim, sou deixado de volta onde fui buscado, estou no presente, mas meu coração e mente viajaram em estupenda companhia.



Eis minha "resenha" do livro a cidade, e por ser uma obra  tão unica para mim, precisei mudar também minha forma habitual de resenhas.



O livro é rico em poesia, emoções são despertas desde o incio. O texto é agradável, o poema bem construído, existem influencias e referencias; e imagino o sorriso que se abre toda vez que reconhecer alguma.

Essa resenha é mais que uma indicação, ela fala diretamente ao meu lado poeta, a obra inspira meu lado poético.
E me sinto agraciado de ser parte dessa "Cidade".


...




O lançamento aqui em Varjota ocorre na próxima sexta(19/05).

Procure o Mailson, converse com o autor, e compre sua edição do livro.
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terça-feira, 25 de abril de 2017

Meu Gato Vê Espiritos

Meu gato sempre viu mais do que eu,
Isso não se discute contra nenhum gato.
Lembro de na janela,
ele descansava nela,
Um dia ele estava,
fazia nada,
ou coisa de gato, fazer quase nada.
E de repente,
Nenhum de nos restava contente.
Ele miou, gritou, esperneou
rosnou, olhou, encarou e quase me falou...
Mas não disse,
Senti seu olhar de reprovação,
uma perfeita condenação,
pra algo bem além do que eu reconheci.
De cara me incomodei,
Ele não ameaçava a toa,
era tão preguiçoso quanto poderia,
e não se permitiria,
se estressar por qualquer coisa.
Mas ali na janela,
de olhar atento,
e rosnando continuo,
permaneceu.
Tentei achar o causador dessa agitação.
E depois de um tempo,
Bem que tinha,
lá longe, no telhado da vizinha,
outro gato.
Encarando de volta,
como quem dá uma rabissaca,
mas não controla o olhar que dá meia volta,
só pra desafiar.
Bem, o certo,
é que tinha mesmo outro gato por lá.
Eu o repreendi,
e logo ele desviou atenção.
E eu ainda incomodado,
com tamanha comoção.
Mas gato,
é gato.
Vê mais que a gente,
diz que vê até espirito,
diz que é até mais inteligente,
se é verdade ou mito,
eu mesmo não ligo,
só aceito.
Meu gato sempre viu mais do que eu
e eu só respeito.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Algumas Palavras sobre Logan - Por Anderson Emanuel


  Logan.
O que falar de um filme onde a emoção se faz companheira do inicio ao fim? 
Onde percebemos a entrega total do homem, que para nós, sempre será o Logan!?

Apenas uma coisa: Foi tudo muito lindo! 
Um filme, enfim, digno para o nosso Wolverine.

Ação, emoção, violência e cenas surpreendentes. Um Logan velho, a beira do fim, que consegue usar toda sua força em uns "ups" sensacionais (bem como aqueles "rages, que viraram marca registrada em jogos) rendendo cenas de ação exuberantes;  uma X-23 iniciante mas que já se mostra merecedora de permanecer no papel [e de certa forma "carregar o manto de Wolverine].


 Cabe ainda ressaltar aquilo que foi mais comentado desde o lançamento de trailers e posteres: a beleza do filme. Afinal de contas saímos de "mais um filme de herói da Fox" para "a despedida de Hugh Jackman de Wolverine em tons de cinema de Arte".
Havia espaço para dúvidas, mas foi uma grata surpresa ver como tudo funcionou muito bem, um tom belo, uma fotogradia linda, roteiro cativante e uma trilha sonora maravilhosa, um deleite áudio-visual, que presta suas homenagens ao que já veio antes e inspira [ou cria uma expectativa] para o que vier a partir de agora .


Logan, no meu ponto de vista, é de longe o melhor trabalho de Hugh Jackman no papel do carcaju. Se passaram 17 anos desde a primeira vez, e isso certamente pesa nos ombros, mas o resultado é digno.
Valeu a pena cada passo dessa jornada e cada dia de espera até que o derradeiro filme chegasse.
Logan já está entre nós, e é categoricamente impossível não se emocionar com essa história e em especial com o final.
As lágrimas rolam.
Obrigado Hugh Jackman, sua doação foi total, [melhor até que em outras vezes].
Você deixa o papel sendo aplaudido de pé.

Assistam LOGAN,
Assistam várias vezes.