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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

#3 + 1 - Especial: Setembro Amarelo


O 3 + 1, é o post de indicações, onde baseado em um tema, tento indicar vários conteúdos pra você consumir. O tema da vez é a campanha do Setembro Amarelo, que aborda a importância de se falar sobre saúde mental e prevenir o suicídio. Mas não se assusta com o tema ainda não. Vem conferir as dicas que tem séries, musicas, podcast e o extra.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Dica de Livro: As Crônicas dos Kane





O que dizer dessa Trilogia do Tio Rick¹ que mal acabei de ler, e sempre amei...

(amar é uma palavra forte? claro que é! Mas é quando a gente ama que a gente releva os problemas né...)
Comecei a ler o primeiro livro "nem lembro em que ano", mas só li o livro 3 esse ano (esse mês né).
E por isso acho que já da pra ir ao principal:
Sim vale muito a pena ler!
Bem, esse texto vai ser bem curto, e por isso vamos lá ao principal falando dos:

#Pontos Positivos:
- Ter essa abordagem da mitologia egipcia é algo muito bom. 
(Tem quem reclame, por ser um conteúdo muito infanto juvenil, uma aventurazinha, e tal e coisa... Mas sejamos práticos, o contato introdutório que tivemos² com mitologia grega muito se deve a disney com as animações do Hércules ou a série/filmes do Kevin Sorbo [que é Fod@, boa demais] então não da pra achar ruim que novas gerações descubram essas mitologias através de livros como os do Rick Riordan)
- A historia te prende. 
Você vai sentir raiva, ansiedade, vai chorar, vai rir, e pronto você vai estar vivendo essa aventura. Riordan escreve de maneira muito fluida, e as trocas de personagens narradores te ajuda a não cansar da trama.
- Personagens cativantes
A historia é contada pelos dois protagonistas irmãos Sadie e Carter, mas você certamente vai se apaixonar por muitos outros personagens que aparecem ao longo dos livros. Vai na fé, #DicadeAmigo.

#Pontos Negativos:
(aqui é assim falo bem, falo mal, falo errado... eu falo [escrevo no caso])
- é um infanto juvenil
parece estranho falar assim, mas o problema aqui é que em vários pontos da leitura ficava bem claro para onde as coisas estavam se encaminhando, mas os narradores/personagens ficavam bancando" os bobões achando tudo muito surpreendente, muito confuso, muito maluco...
Porr@ cara, você é um Mago,Semideus, com sangue de faraó, que tem o avatar de Hórus, isso já é insano, o que vier é lucro, para de palhaçada e aceita! Palavra chave de hoje ACEITE!
(Meio exagerado o desabafo? Sim de fato, mas só quero que fique claro, que muitas vezes fica chato quando o personagem fica encrencando com coisas que você sabe que são bobas, e isso é só um recurso do escritor para tirar sua atenção do principal, para que quando chegar o momento certo você leitor talvez se surpreenda.)
Enfim, o problema aqui é o didatismo, tudo acaba sendo muito bem explicado e talz, o que é comum pra esse tipo de leitura, mas em outros livros isso não fica chato.
- E só ...
Bem, aparentemente não tenho muito mais criticas a fazer, o principal é o que já falei, e isso é totalmente relativo. Então a mensagem final é: Leia As Cronicas dos Kane e Aceite esse bombardeio de abordagens e releituras mitológicas que o o Tio Rick traz pra gente.


¹ - Tio Rick, é como alguns do Fandom chamam o Rick Riordan autor dos livros das Sagas do Percy Jackson e dos Herois do Olimpo, além das Cronicas dos Kane e mais recentemente Magnus Chase e os deuses de Asgard.

² - Eu falo tivemos, em referencia a minha geração, quem cresceu nos ano 90 ou anos 2000, e teve contato com as animações do hércules ou os filmes estrelados pelo ator Kevin Sorbo, que também estreou a série do Hercules. Se não conhece, dá uma chance, acho que vale a pena.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Janelas (metaforicas, ou não)

Eu gosto de janelas. Acho que se pudesse faria uma em cada cômodo da casa.( mesmo que isso talvez seja ruim.) Eu gosto mesmo da ideia por trás da janela...
Qual a ideia por trás das janelas?
É como se elas automaticamente exigissem atenção para a sua paisagem, para o local que elas nos levam a enxergar. Seja ele ali, o que está na cara, ou o que está lá longe, bem além, e você tem que preencher com a imaginação o que a visão já não identifica facilmente.
As janelas tem algo a mais sabe. Imagine as metáforas relacionadas a oportunidades, que acabam ficando esplendidamente melhores com a inserção de uma “janela”. Por exemplo:
Está tudo caminhando pra um local meio errado na sua vida, você não sabe bem como agir e de repente: uma porta se abre para você!
Legal não é mesmo? Mas me parece meio “fraco”. Agora troque por janela:
“E de repente no meio de uma situação problema muito caótica, surge uma janela! E você a aproveita!
Viu só? É diferente.
É como se no caso da janela, você tivesse que “se esforçar” mais, afinal é uma janela. Você tem que: 1) alcançar ela, 2) olhar através dela, (afinal você lembra que janelas exigem ser olhadas), e 3) se preparar um pouco, tomar coragem e atravessar.
Janelas são bem legais, e metaforicamente são mais ricas. (Desculpem portas, vocês também são legais.) As janelas também pedem que sejam atravessadas, puladas, utilizadas, enfim. Como preferir. Nós devemos nos utilizar delas. E mais, se não tiver uma, você pode fazer a sua.

Lembro de uma história, uma que me fez gostar ainda mais de janelas, era mais ou menos assim:
(Era uma vez... Mentira, não tem “era uma vez. Mas começar com uma piadinha sempre ajuda não é? de qualquer forma vamos a história:)
Havia uma jovem. Que como qualquer jovem vivia a toda velocidade, repartindo a vida perfeitamente em trabalho, estudos, amigos, família e etc. Tudo em sua vida possuía seu tempo de acontecer. Aproveitando sempre cada momento quando lhe surgia tempo.
Claro que não existe erro algum em como ela repartia seu tempo. E a mesma nunca engessou sua forma de viver. Ela apenas vivia da maneira que lhe parecia mais funcional e racional.
Um dia ela conheceu um outro jovem, mas que era em muito diferente dela, e talvez isso os tenha feito querer continuar a se conhecer. Um dia ele lhe revelou que era um auto intitulado “fabricante de janelas (metafóricas)”.  Sim, eram janelas metafóricas. Mas ele não falava muito disso, pois as pessoas não entendiam. E ele não queria ter que explicar as suas janelas metafóricas para todo mundo. Apenas para quem importava, seguindo seu próprio julgamento. E essa jovem lhe importava. Logo eles se tornaram bons amigos, mas se viam bem pouco devido a ... as coisas da vida.
[...]
- Você precisa de mais janelas na sua vida. – ele lhe disse um dia, em uma conversa pelo telefone.
- Oi? – ela não entendeu, como qualquer pessoa, na primeira vez que ouvia isso.
- Eu queria te encontrar.  – ele continuou.
- Eu também queria, mas nossos horários não combinam pra facilitar o encontro.
- Precisamos de uma janela então. – ele foi enfático, como se o que falasse fosse algo natural.
- Ainda não estou entendendo.
- Se seguirmos os nossos horários de “obrigações”, talvez tenhamos tempo no final de semana, e poderíamos aproveitar essa janela de tempo, e fazer alguma coisa juntos. – ele esperou uma resposta dela, para ter certeza que deveria continuar.
- Acho que entendi. E sim, é isso mesmo.
- Mas eu queria te ver hoje.  Por isso acho que preciso fazer uma janela. E você deveria aproveitar ela. – ele falava sorrindo, deixando perceptível sua animação.
- Fazer uma janela?
- Está decidido então. Você precisa de mais janelas, e eu adoro faze-las. Então eu serei seu fabricante de janelas. E você terá que usa-las.
Apesar de não entender perfeitamente, ela concordou. 
Naquele dia eles se encontraram. E pessoalmente ele explicou melhor a ideia das janelas metafóricas. 
– Às vezes você só está cansado, ou não se sente bem o suficiente para fazer qualquer coisa. E a janela se torna necessária. Não é preciso mentir ou arranjar desculpas, você precisa é de coragem e sabedoria, para reconhecer esses momentos, e lidar com a situação. precisa ser sincero consigo e então levar isso aos outros. Você cria então uma janela de tempo, e durante aquele momento você poderá fazer... qualquer coisa. (inclusive nada). Você deve comandar seu próprio tempo, e de certa forma você cria "o seu tempo”. É verdade que você pode deixar de cumprir certas “obrigações”, e se isso acontecer muito você será julgado. Mas é por isso que sou um profissional. Você deve ter cuidado com as  janelas criadas por você. E o mais importante sobre isso, é aproveitar o tempo de alguma forma prazerosa. Como eu, que o aproveito com você!
Ela entendeu o conceito. E gostou da ideia. Talvez precisasse mesmo dessas janelas, mas nunca tinha pensado dessa forma. Mas era uma via de mão dupla, ela lhe advertiu
 – É mais você não pode ficar usando essas janelas como desculpas ou maneiras de evitar as obrigações. E eu vou garantir que não abuse delas.
Ali foi firmada uma parceria muito interessante, entre alguém que precisava de janelas metafóricas e um fabricante medíocre que não tinha com quem compartilhar as suas. E eles aproveitaram muitas janelas, numa relação metaforicamente insana, como tinha que ser. 

Eu gosto mesmo de janelas.





segunda-feira, 6 de junho de 2016

A Garota ( Indecifrável). pt.2

Eu ainda adoro quando ela sorri. Mas descobri que, ironicamente, eu gosto muito do som do seu riso, mas quando ele vai acabando. O seu tom diminui. Sua voz já não tem nenhum traço de qualquer sentimento ruim. E ela passa a ser um exemplo perfeito da “inflexão do sorriso”. Eu quase posso dizer, que nesse momento, ao ouvir sua voz e olhar seu sorriso, eu não negaria nenhum pedido seu.
Adoraria dizer que já sei o que se passa em seu coração. Mas minhas reflexões só me levaram a entender que eu não preciso entender. Ela é apenas quem ela quiser ser. E cada um terá dela o que merecer. Isso soa quase clichê, eu sei. (Mas foi bonitinho, rimou até) Mas estamos falando de uma pessoa aqui. A complexidade caminha junto dos padrões universais.
Não quero que pareça que eu desisti de entende-la, nem qualquer coisa do tipo. Eu ainda gosto dela. E ainda acho válido tentar conhecer mais daquilo que ela guarda só para si. Das coisas que a fazem ser quem é. Em certo momento achei relevante apenas mudar a abordagem. Chegamos ao ponto das perguntas diretas. Não que tenham sido tão reveladoras assim....
- O que você pensa sobre isso...? – era algo relevante apenas na hora, então não preciso especificar a pergunta agora. Afinal, interessante foi sua resposta:
- Não sei.
- O que acha daquilo? – eu insisto em insistir.
- Sei lá... – ela respondeu de maneira natural, e eu quase acreditei que ela não tivesse mesmo qualquer opinião sobre o assunto.
- Você vai me dar alguma resposta que não seja “não sei”?
- Não sei.
- Por que?
- Por que não. - Essa foi, devo admitir, diferente...
E ela riu de novo. Fui vencido pelo cansaço.
Falar na terceira pessoa ainda é uma característica cativante que ela possui. Posso afirmar que é algo que lhe distingue de qualquer outra. E ela conseguiu evoluir isso. Devo admitir que no início me senti excluído, pois quando dei por mim estava no meio de uma discussão que ela tinha consigo mesma. Só me restava apreciar a sutileza com que usava uma bela retorica em voz alta, abordando o que pretendia fazer, e rebatia de maneira eloquente o seu próprio argumento. O que me pareceu completamente lógico, e muito inteligente ainda mais quando no fim ela venceu o debate.
Eu aprendi, (ou quase isso) recentemente, que se deve viver o momento em que se está inserido, totalmente. Não se deixar distrair e com isso perde-lo por qualquer motivo. Viva plenamente e aproveite cada segundo dos momentos que sabe que serão únicos. É algo complicado de se fazer. É difícil aceitar tal filosofia, e tentar não se deixar levar por sentimentos conflitantes. Imagine que eu me vi assim enquanto dialogava com a garota. Eu sei da importância de se aproveitar as boas companhias, mas a plena atenção é ainda mais complicado para mim, quando assumo como missão, compreender as ações dela.
Ela se aproxima com um lanche qualquer, seus passos sempre decididos. Não reconheço real pressa em suas ações. Mas ainda assim são rápidas, e imperativas. Um reflexo, eu imagino, de seu subconsciente que deseja transparecer a todo instante plena certeza sobre todos os seus atos. Eu recuso sua oferta em dividir, e repito a negativa em todas as suas insistências. Me divirto contrariando-a de maneira tão boba.
Eu a observo, enquanto ela me conta sobre sua última frustração. É algo relativamente banal, mas ela expõem de maneira que eu me vejo com raiva do terceiro personagem de sua história. Isso me diverte, e a ela também. E surpreendentemente ela conclui dizendo que deixou passar, não está mais com raiva e conclui tomando apenas nota mental de que algo do tipo nunca se repetirá. Eu sei que não preciso opinar, então me perco mais uma vez pensando, enquanto ela come. Fico tentando arranjar explicações e quem sabe padrões que justifiquem seus julgamentos e suas frustrações. Mas a resposta não vem. E finalmente entendo, que ela não precisa vir.
Eu tenho minha opinião sobre suas ações, mas ela nunca me pediu por isso.  Acho que nem me pediu que a escutasse, eu fui um ouvinte voluntário. Tudo que sei sobre ela se mistura e então toma forma, e finalmente tenho meu insight a seu respeito: por mais julgada que ela possa ser, ela não se abaterá com isso.
Quando essa ideia finalmente se acomoda em minha mente, percebo que o tempo voou, e ouvi sua risada menos vezes do que gostaria. E a data para um próximo encontro é completamente incerta. Isso me aborrece, mas dessa vez bem menos. Pois agora eu tenho uma certeza sobre ela.  A certeza de que ela permanecerá como é, fiel a si mesma e seus princípios, não importando os olhares recebidos. Tenho plena consciência agora, de que seu jeito não pode ser visto apenas como uma consequência de seus sentimentos, mas sim uma parte de quem ela é.
Ainda não saberei seus motivos secretos, das coisas que guarda para si e das que a machucam. Talvez eu não possa “entender”. E tão pouco acho que conseguirei uma resposta melhor do que o “não sei” quando se tratar da sua opinião sobre determinados assuntos. Entretanto, permaneço muito interessado nela. Afinal quem sabe o que o futuro reserva? E o que ainda pode acontecer? Ainda anseio conseguir melhores respostas. Mas já me contento em não receber os nãos.



sexta-feira, 4 de março de 2016

...Dividir histórias... / Muito obrigado

"O maior presente é poder dividir histórias"...
Já pensou com quantas pessoas você já dividiu boas historias? e as ruins também...
Você pode dividir vivenciando, contanto, reencenando e escrevendo claro. Pode dividir propositalmente ou "meio que sem querer". Sabe aquele esbarrão que você deu em desconhecido, e logo depois pediu desculpa? você pode ter dado uma boa historia á alguém; vai que para aquela pessoa você provou que nem todo mundo é rude e insensato hoje em dia, você foi o motivo de virada na vida de uma pessoa que nem conhece! ou talvez nem tanto assim... mas seria uma boa historia não e mesmo?!
Se você de alguma forma lida com muitas pessoas no seu dia a dia, você deve saber que é um personagem na historia de alguém. E ai? é dos bons ou não? é um vilão? e não precisa ver isso como algo negativo, bem talvez isso não importe muito pra você, mas fica a reflexão! (Eu sei que eu já fui o vilão de cada história...)
Nós somos parte da historia de tanta gente, e pra alguns a parte mais importante, e para outros aquela parte que mais quer ser esquecida...
O escritor divide historias, e elas nem sempre foram vividas por ele, mas são "experienciadas" por tantas...
Serei mais direto agora, existem momentos na vida que nos sentimos "estranhos", tem aquela nostalgia com o que se viveu e tem aquele tipo de "depressão" pelo o que poderia ter acontecido, e ainda a ansiedade pelo o que ainda pode acontecer, são momentos de sentimentos estranhos, pois eles não são sempre ruins, não obrigatoriamente eles nos levarão ao chão, e mesmo que levem talvez não nos mantenham lá por tanto tempo assim. Mas o fato é que todos estes momentos são cercados por historias tão boas, e não boas por serem felizes, mas por terem tanta força.
Você já cansou dessa loucura escrita aqui? tudo bem, tome de volta a primeira frase, ela é tudo o que você mais precisa entender agora, " O maior presente é poder dividir histórias."
Eu pude viver bons momentos até agora, e acho que fiz parte de outros tantos para outras pessoas, que sei que virarão historias tão poderosas. Eu vivi muitas, e mais que isso, pude ouvir tantas outras. Obrigado por dividir as suas. Ouça de vez em quando as minhas, sem compromissos, tudo bem. Vamos só viver mais um pouco elas sim? ...

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

5 minutos de lagrimas

Ele usava toda sua força e concentração para evitar que as lagrimas saíssem de seus olhos, não tinha certeza se os outros notavam esse esforço ou mesmo as lagrimas insistindo em se manifestar. Ele ouvia o que era dito, mas naquele momento ele só conseguia pensar que queria cinco minutos para poder chorar tudo aquilo que pesava em seus ombros, para talvez gritar o ódio em seu peito, para alimentar a raiva que brotava em meio aos outros sentimentos. Apenas 5 minutos, só isso e ele já se daria por satisfeito. Mas o mundo não para por ninguém, o “seu mundo” pode acabar e recomeçar diversas vezes, mas o “mundo real”, esse não vai parar. Não é a primeira vez que este pensamento vem a sua mente, ele vem e fica repetindo: - Esse não sou eu, não é como eu sou... Mas eu só queria parar, só queria que dessa vez houvesse alguém lá por mim.
Aquilo é verdade, ele não está habituado a ser ele quem está “quebrado”; ele é quem faz os outros rirem, ele é quem dá o espaço, os ouvidos e a piada boba ao fim de uma história triste, para mostrar que sorrir ainda é possível mesmo depois de péssimos momentos. Ele sabe disso, e fica repetindo para si, é disso que ele precisa, ele precisa ter certeza disso. Não demora, para que tudo isso acabe, a moça ao seu lado insiste em conversar, em não deixar pedra sobre pedra, isso é muito bom, ele consegue reconhecer, e isso já é bem mais do que ele esperava. Ele não tem certeza se ela viu as lagrimas, ou se conseguiu ser rápido o suficiente em disfarça-las; provavelmente ela apenas as tenha ignorado, para não forçar nenhuma situação ou mesmo piorar aquele momento que já não era dos melhores. Eles conversam, e logo ele está fazendo o que lhe é mais automático, ele faz de tudo para lhe roubar sorrisos, e com isso sinalizar que está tudo bem, que eles estão bem, que ainda serão amigos por mais dezenas de anos, e sentarão juntos por mais outras dezenas de viagens e sempre que necessário.
É isso que ele faz, ele decide desabafar com ela, mas é mais difícil do que imaginava, é assim que ele é, ele se sente mal de vez em quando, e na maior parte do tempo, pensava que conseguia ignorar, disfarçar, ser alguém melhor enquanto estivesse com aqueles malucos que gostava de chamar de amigos. Mas algumas vezes a “dor” era maior que ele próprio, e ele se sentia muito mal. As palavras de seu outro amigo, o fizeram ver que aquele era um dos dias em que ele não conseguia disfarçar, seu semblante hora aéreo e hora muito sério, denunciavam com bastante clareza que não era seu melhor dia. Logo que notou em si esse comportamento, seu lado mais cômico foi solicitado a se fazer presente, e após uns breves momentos fazendo seu melhor, sendo divertido e dando espaço que os outros fizessem suas próprias graças, a tristeza o venceu mais uma vez, e esse foi o golpe definitivo; uma voz conhecida foi quem decretou o quanto ele não estava bem:  – Porque você está assim hoje?
É uma ótima pergunta, ele pensa consigo, tentando se abster de responder, são muitas dores, e elas não poderiam ser relatadas ali, principalmente não naquele espaço; logo apenas respondeu com seu melhor sorriso de olhos fechados, (que é quando ele sorri a ponto de fechar um pouco os olhos), mesmo fazendo isso apenas quando está nervoso ou quando não sabe bem como responder ele espera que tenha sido “natural” o suficiente. Apenas dois minutos o separam da conversa que terá com a moça que o indaga sobre o que aconteceu e se ele poderia desculpá-la por qualquer coisa que ela tenha feito, e logo ele se verá desejando apenas 5 minutos, para se preparar melhor e ver aquilo tudo passar.

O dia seguirá seu rumo, sua rotina, mas esse acontecimento ainda ecoará na cabeça dele, sua visão de si mesmo ganhará novas cores, quem sabe conseguirá resolver-se melhor com seus demônios internos, com alguma sorte seguirá mais feliz sabendo que seus amigos querem ouvi-lo também, e ele continuará seguindo, com seu mundinho sendo abalado de tempos em tempos, mas com ao menos alguns sorrisos compartilhados para ajudar a se refazer das quedas.

A garota

Talvez seu coração já esteja carregado demais para se permitir ser diferente, talvez ela apenas tenha se machucado, o que explicaria facilmente sua agressividade em momentos aparentemente banais, eu poderia dizer que entendo, mas isso não significaria muito; faz todo sentido para mim, mas eu estou apenas achando isso tudo, não lembro se ela já me respondeu isso de alguma forma. Me concentro mais um pouco nela, ironicamente eu não consigo ter muitas certezas a seu respeito, e isso me deixa tão “feliz” (mais uma palavra que não tenho certeza se deveria usar), a vejo bem menos hoje em dia, e algo sempre me diz que ela tem muita coisa guardada, essas pequenas “raivas” que mencionei, não chegam sozinhas, é como se os olhos dos outros estivessem sempre em seu encalço, e isso sim me incomoda. Não há nada que eu possa fazer. Ela se sente julgada, e talvez até seja mesmo; como se já tivesse recebido apontamentos, e olhares impiedosos, e mais uma vez me vejo impassível, pois tudo isso eu sinto e deduzo pela forma que ela fala, e pelo o que ela deixa entender com fragmentos de histórias. Mas ela é forte, durona, quase agressiva, como se revidasse, ou acumulasse até revidar tudo, no seu próprio dia de fúria.
Eu gosto quando ela sorri, mas principalmente por não saber descrever direito seu sorriso, e por desconfiar que ao longo do tempo que a conheço, ele tenha aparecido menos vezes do que eu gostaria, e ainda mesmo com todo meu esforço, eu tenha o causado pouquíssimas vezes; talvez ela possa ver isso como um defeito em mim, eu estou sempre tentando algo, tentando faze-la sorrir, tentando dizer-lhe que ela é especial, tentando agradece-la, tentando evita-la, sempre tentando... Mas isso não é sobre mim, é sobre essa garota que é... ainda não sei se consigo descreve-la totalmente.
Ela fala de si na 3ª (terceira) pessoa, e isso é muito interessante, e bem divertido, não tem como esquecer disso nela. Imagino mais uma vez como descreve-la, para fazer esse relato mais relevante, mas talvez tudo tenha ficado fora da ordem certa, se existir alguma. Ela trabalha e estuda; ela trabalha demais, e estuda mais ainda. Meu “estilo” talvez não combine em nada com ela, mas eu não consigo evitar de me aproximar dela quando tenho a chance, a sua seriedade me incomoda, ela chega a ser acida em seus comentários, suas críticas, mas não é como se me incomodasse de um jeito tão ruim, apenas me incomoda quando não tenho mais o que falar além de momentos num futuro, aqueles planos que você faz, mas que dificilmente vão sair do “vamos marcar” ...
Percebo agora, com um pouco de culpa, que não conheço ela o suficiente, e talvez, eu tenha usado talvez’ de mais nesse relato, que deveria ser uma descrição. Se ela é bonita? Sim claro que é, eu a acho sim muito bonita; mas não é disso que se trata isso tudo. Ela é inteligente, esforçada, dedicada, responsável, sincera, honesta, (o que parecem ser a mesma coisa mas não são exatamente, ou eu penso que não). Ela é gentil, determinada, e chata também, (mas isso porque como que já disse temos estilos diferentes, e é impossível acharmos todos legais todo o tempo).
Eis uma última descrição para que isso não fique tão superficial o quanto eu tenho medo que tenha ficado.
“Ela caminha em direção ao ponto de encontro rotineiro, ela está sozinha, mas nem todo o trajeto foi assim, disso eu sei; Ela tem passos firmes. Talvez por ainda ser muito cedo, ela não esboce qualquer sentimento, uma seriedade comum domina seu rosto, mais uma vez penso ser por conta do horário, a não ser que ela tenha alguma prova, isso costuma tirar todos de sua zona de conforto, nos tornando mais rígidos do que seriamos. Logo o ônibus que nos levará chega, não prestei atenção se ela conversava ou não com alguém, isso me daria alguma ideia sobre seu humor, mas não importa agora, estamos dentro do veículo, e a rotina segue igual a qualquer dia. Penso no quanto ela deve estar cansada, mesmo sendo apenas o início da semana, ela dorme boa parte do trajeto, hoje é um dos dias que ela não pretende se manifestar sobre nada; logo chegamos ao destino comum a todos nós, cada um segue seu caminho, só a verei de novo depois de algumas horas, e já posso adiantar que não conversaremos muito neste próximo encontro, e não existe motivo para isso, apenas acho que não haverá do que falarmos, e isso não é necessariamente ruim, é apenas assim que as coisas acontecem. As horas se passaram, agora estamos no caminho de volta, ela sorri um pouco, trocando piadas com os outros, isso é bom. Logo ela se senta, hoje percebo quase que é quase como uma fórmula que ela segue, após trocar as palavras com alguns amigos, ela se cala, observa um pouco as conversas a sua volta, e depois se volta para a janela; é impossível saber o que se passa em sua mente, e eu não ousaria perturbá-la com isso, não existe motivo, prefiro que ela descanse pelos próximos minutos, imagino que ainda existem muitas coisas para acontecerem em seu dia, e esse foi só o começo do dia, o começo da semana, e ironicamente o começo do mês. Eu mais uma vez me despeço, com a sensação de que, mesmo com apenas 2 horas dividindo o mesmo espaço, eu a conheço um pouquinho mais, e isso é bom. Quem sabe eu logo consiga descreve-la de forma melhor, quem sabe o que ainda pode acontecer?!”.


sábado, 15 de fevereiro de 2014

Sobre Ironias e Arrependimentos

Quanta ironia pode existir na vida?
E principalmente na morte?
Claro, pois uma esta na outra,
E ninguém nega a sua existência, apenas a mascara,
Evitam-se assuntos e escondem-se lembranças ligadas a ela.
Mas não há nada de errado,
 Apenas também não há nada certo,
E até isso é uma ironia.
E o grande ponto na sua reflexão,
É que eu sempre a evitei.
E mesmo nos momentos ruins,
Imaginei que eles ainda piorariam.
As aguas são turbulentas quando se está no meio da correnteza,
Mas  deixar ser carregado não é uma opção.
Sempre tentarão nadar na direção contraria,
E ninguém dirá que está errado,
Pois eles estarão sendo levados por ela
E quando finalmente chegarem ao fim,
No seu lugar de calmaria...
 ...ainda terão arrependimentos:
 - Talvez eu pudesse ter nadado um pouco mais.



Bruno P. Trajano

domingo, 29 de dezembro de 2013

Talvez seja mal de escritor.

Talvez seja mal de escritor,
E só talvez ,
a gente faça as coisas parecerem mais interessantes,
Mais românticas talvez;
Mas também as vezes,
As coisas são incríveis por si só,
E apenas precisem de alguém para contar.
Precisa-se observar,
Quanto mais simples,
Mais incrível é.
Controverso isso, talvez.
Mas essa é a grande questão,
Um abraço de despedida,
[que tenta parar o tempo]
Uma romântica declaração,
[que resume o infinito]
Um olhar cúmplice,
[que fala tudo e nada].
Tudo, tudo em sua essência é simples,
E surpreendentemente incríveis.
Mas talvez isso seja só mal de escritor,
Que mais uma vez tenta melhorar as coisas,
Arrumando um pouco as palavras;
Mas as vezes, talvez só as vezes,
Nem se precise de nada,

Ai só se escreve! 

Bruno P. Trajano

Palavras não escritas.

Me deixe ler suas palavras,
As vezes o que é escrito tem mais valor,

Quebrar o silencio não pareceria uma boa ideia.
A lua, as estrelas, nuvens,
Olhares,sorrisos e eu ainda pediria um beijo,
Mas não haveriam palavras.
O vento ao tocar seu rosto,
A reação tão rápida na sua pele,
E o seu rosto lhe denunciando,
Sua falta de saber o que fazer.
Eu leio suas palavras,
mas elas não estão no papel.
Você me olha assim,
E talvez ainda não veja como eu,
Mas eu ainda lerei você
E você saberá
quando minhas palavras

forem escritas com o olhar.  

Bruno P. Trajano

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Por um tempo.

E você vai sumir (da minha vida)
E eu vou me importar, mas vou fingir não ligar,
 por um tempo.
Você vai ter se afastado, talvez não por querer,
E eu vou me importar, vou ligar e te procurar,
 por um tempo.
Você vai fazer as coisas que mais te importam
E eu vou me importar, vou te encorajar e dizer que estou do teu lado,
 por um tempo.
Você vai crescer e ficar mais forte e feliz,
E eu vou me importar ficar feliz por você e triste por mim,
 por um tempo.
Você vai continuar e fazer tudo o que mais importa,
E eu vou me importar, e acompanhar mesmo de longe o que  você conseguir.
Você vai ficar sem tempo, e vai mesmo sumir pra mim.
E eu já não vou me importar, 
mas só por um tempo,

Pois logo nos veremos, continuaremos dizendo isso,
por um tempo. 

Bruno P. Trajano