segunda-feira, 15 de maio de 2017

À Cidade - Mailson Furtado - "Resenha/Impressões/Indicação"

Iniciar essa leitura, é dizer sim, a um convite de se tornar etéreo.
de ser presente, de ser companheiro, passageiro e viajar tempo e espaço em segundos, em versos rimados.
É aceitar ser testemunha de atos simples, de atos sinceros, de segredos e de historias.
É aceitar ser ouvinte de uma cidade antropomórfica, onde quase podemos sentir tudo o que lhe acontece, por que nós mesmo já estivemos lá, ou estaremos.

Assim que começa, a parte "a", sinto como se a cidade, como entidade como ser, tomasse vida, tomasse forma, e começasse a me contar tudo o que se passa consigo, me sinto um companheiro, escolhido para ser ouvinte de confissões que ela carrega há muito, sinto como se fosse agraciado de ter uma conversa tão profunda sobre assuntos tão simples, sobre tudo e sobre a própria vida.

A parte "B" se incia, e sinto a mudança, o poeta ganha voz, não, ele ganha visão, visões, emoções e percepções. O Poeta passa a ser o guia, quem te conta de tudo o que foi antes de ser, e enquanto se faz.

Terceira parte, parte "y", termina, e já sou integrante da conversa, falo sem pronunciar, concordando com a cabeça em momentos, apreciando as metáforas e sorrindo nas constatações.

Quarta Parte, parte "z", Mailson se mostra, é sua voz que ouço agora, são suas palavras, já me habituei a elas, sei reconhecer padrões de fala, ou julgo saber, É como se a conversa tivesse se tornado em papo despojado, mas cheio de significado, e até intencionado. Reconheço-o, pois julgava já conhecer, mas essas palavras são novas pois são ditas juntas de outras tantas observações, ele se refere agora aos outros, a sua amiga "cidade", ao seu lar "uma cidade" ao seu destino "cidades".

No fim, sou deixado de volta onde fui buscado, estou no presente, mas meu coração e mente viajaram em estupenda companhia.



Eis minha "resenha" do livro a cidade, e por ser uma obra  tão unica para mim, precisei mudar também minha forma habitual de resenhas.



O livro é rico em poesia, emoções são despertas desde o incio. O texto é agradável, o poema bem construído, existem influencias e referencias; e imagino o sorriso que se abre toda vez que reconhecer alguma.

Essa resenha é mais que uma indicação, ela fala diretamente ao meu lado poeta, a obra inspira meu lado poético.
E me sinto agraciado de ser parte dessa "Cidade".


...




O lançamento aqui em Varjota ocorre na próxima sexta(19/05).

Procure o Mailson, converse com o autor, e compre sua edição do livro.
Links:




terça-feira, 25 de abril de 2017

Meu Gato Vê Espiritos

Meu gato sempre viu mais do que eu,
Isso não se discute contra nenhum gato.
Lembro de na janela,
ele descansava nela,
Um dia ele estava,
fazia nada,
ou coisa de gato, fazer quase nada.
E de repente,
Nenhum de nos restava contente.
Ele miou, gritou, esperneou
rosnou, olhou, encarou e quase me falou...
Mas não disse,
Senti seu olhar de reprovação,
uma perfeita condenação,
pra algo bem além do que eu reconheci.
De cara me incomodei,
Ele não ameaçava a toa,
era tão preguiçoso quanto poderia,
e não se permitiria,
se estressar por qualquer coisa.
Mas ali na janela,
de olhar atento,
e rosnando continuo,
permaneceu.
Tentei achar o causador dessa agitação.
E depois de um tempo,
Bem que tinha,
lá longe, no telhado da vizinha,
outro gato.
Encarando de volta,
como quem dá uma rabissaca,
mas não controla o olhar que dá meia volta,
só pra desafiar.
Bem, o certo,
é que tinha mesmo outro gato por lá.
Eu o repreendi,
e logo ele desviou atenção.
E eu ainda incomodado,
com tamanha comoção.
Mas gato,
é gato.
Vê mais que a gente,
diz que vê até espirito,
diz que é até mais inteligente,
se é verdade ou mito,
eu mesmo não ligo,
só aceito.
Meu gato sempre viu mais do que eu
e eu só respeito.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Algumas Palavras sobre Logan - Por Anderson Emanuel


  Logan.
O que falar de um filme onde a emoção se faz companheira do inicio ao fim? 
Onde percebemos a entrega total do homem, que para nós, sempre será o Logan!?

Apenas uma coisa: Foi tudo muito lindo! 
Um filme, enfim, digno para o nosso Wolverine.

Ação, emoção, violência e cenas surpreendentes. Um Logan velho, a beira do fim, que consegue usar toda sua força em uns "ups" sensacionais (bem como aqueles "rages, que viraram marca registrada em jogos) rendendo cenas de ação exuberantes;  uma X-23 iniciante mas que já se mostra merecedora de permanecer no papel [e de certa forma "carregar o manto de Wolverine].


 Cabe ainda ressaltar aquilo que foi mais comentado desde o lançamento de trailers e posteres: a beleza do filme. Afinal de contas saímos de "mais um filme de herói da Fox" para "a despedida de Hugh Jackman de Wolverine em tons de cinema de Arte".
Havia espaço para dúvidas, mas foi uma grata surpresa ver como tudo funcionou muito bem, um tom belo, uma fotogradia linda, roteiro cativante e uma trilha sonora maravilhosa, um deleite áudio-visual, que presta suas homenagens ao que já veio antes e inspira [ou cria uma expectativa] para o que vier a partir de agora .


Logan, no meu ponto de vista, é de longe o melhor trabalho de Hugh Jackman no papel do carcaju. Se passaram 17 anos desde a primeira vez, e isso certamente pesa nos ombros, mas o resultado é digno.
Valeu a pena cada passo dessa jornada e cada dia de espera até que o derradeiro filme chegasse.
Logan já está entre nós, e é categoricamente impossível não se emocionar com essa história e em especial com o final.
As lágrimas rolam.
Obrigado Hugh Jackman, sua doação foi total, [melhor até que em outras vezes].
Você deixa o papel sendo aplaudido de pé.

Assistam LOGAN,
Assistam várias vezes.